Qual a importância da nuvem no armazenamento e proteção de dados
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Qual a importância da nuvem no armazenamento e proteção de dados

Durante décadas, o armazenamento de dados esteve concentrado em servidores físicos mantidos dentro das próprias empresas. Embora esse modelo ainda exista, com o passar do tempo ele passou a apresentar limitações diante do volume crescente de informações, da necessidade de acesso remoto e da continuidade operacional. Além disso, falhas de hardware, erros humanos e ataques cibernéticos sempre representaram riscos relevantes às organizações, até que, nesse contexto, o armazenamento de dados em nuvem surgiu como resposta a esses desafios.

Para compreender melhor a importância da nuvem no armazenamento e na proteção de dados, portanto, é necessário analisar como essas arquiteturas funcionam, quais mecanismos de segurança as empresas utilizam e de que forma a nuvem contribui para a continuidade dos negócios. Ao longo deste texto, você encontrará essa análise de forma detalhada.

Qual a importância da nuvem no armazenamento e proteção de dados

Evolução do armazenamento de dados e as limitações do modelo tradicional

Antes da adoção em larga escala da computação em nuvem, as empresas baseavam o armazenamento de dados em data centers próprios ou em servidores localizados fisicamente em suas instalações.

Esse modelo exigia investimentos elevados em equipamentos, sistemas de climatização, energia elétrica, licenças de software e equipes especializadas para a manutenção contínua.

Além do custo financeiro, havia limitações técnicas, já que a expansão da capacidade de armazenamento demandava aquisição de novos servidores, um processo que envolvia planejamento, prazos de entrega e interrupções operacionais.

Em muitos casos, as empresas acabavam subdimensionando ou superdimensionando seus recursos, o que resultava em gargalos ou desperdício de investimento.

A proteção dos dados também dependia fortemente de soluções locais, como firewalls físicos, sistemas de backup em fitas ou discos externos e políticas internas de controle de acesso.

Essas medidas, embora funcionais, apresentavam fragilidades quando expostas a eventos como falhas elétricas prolongadas.

Outro ponto crítico era a dificuldade de garantir acesso seguro e contínuo às informações fora do ambiente físico da empresa. Com o aumento do trabalho remoto e da mobilidade corporativa, tornou-se evidente que os modelos tradicionais não atendiam mais às necessidades operacionais das empresas.

Tanto que atualmente, de acordo com estudo realizado pela Totvs, 77% das empresas brasileiras entrevistadas já utilizam serviços de nuvem, e entre essas empresas, 79% afirmaram fazê-lo de forma plena, enquanto 21% ainda estão nas fases iniciais da adoção de serviços em nuvem.

Ou seja, o mercado de serviços em nuvem ainda tem um grande potencial de crescimento, afinal, ainda há empresas que utilizam os modelos tradicionais de armazenamento de dados, mesmo diante da evolução tecnológica.

Como funciona o armazenamento de dados em nuvem?

O armazenamento de dados em nuvem baseia-se em infraestruturas distribuídas compostas por grandes conjuntos de servidores interconectados, localizados em data centers geograficamente distribuídos.

Esses servidores operam de forma integrada, de modo que o sistema armazene, replique e disponibilize todos os dados por meio da internet, com altos níveis de disponibilidade.

Existem diferentes modelos de serviço associados ao armazenamento de dados em nuvem e, independentemente do modelo adotado, esse formato permite alocar os dados de forma dinâmica, acompanhando a demanda real.

Essa flexibilidade elimina grande parte das limitações físicas associadas aos ambientes locais, além de reduzir custos financeiros.

Escalabilidade no armazenamento de dados em nuvem

Um dos aspectos mais relevantes do armazenamento de dados em nuvem é, sem dúvida, a capacidade de escalar recursos de forma quase imediata.

À medida que o volume de dados cresce, por sua vez, o ambiente em nuvem ajusta automaticamente a capacidade de armazenamento, assim, sem a necessidade de interrupções ou intervenções complexas.

Essa elasticidade, portanto, torna-se essencial para setores que lidam com variações sazonais de demanda ou, ainda, com projetos que concentram grandes volumes de dados em períodos específicos, como análises de mercado, processamento de imagens, pesquisas científicas e operações de comércio eletrônico.

Mecanismos de proteção de dados em nuvem

A proteção de dados em ambientes de nuvem envolve um conjunto abrangente de tecnologias, políticas e processos.

Criptografia de dados

Um dos principais mecanismos de proteção de dados em nuvem é a criptografia, uma vez que os sistemas protegem os dados armazenados por meio de algoritmos criptográficos, tanto quando permanecem gravados nos servidores quanto durante a transmissão pela rede.

Isso significa que, mesmo em caso de acesso não autorizado ao meio físico ou na interceptação do tráfego, as informações permanecem ilegíveis.

Os sistemas de gerenciamento de chaves criptografadas possibilitam que as próprias empresas controlem quem pode acessar os dados e em quais condições, o que reforça a confidencialidade das informações sensíveis.

Controle de acesso e gestão de identidades

A nuvem oferece sistemas avançados de controle de acesso baseados em identidade, que por meio de políticas, é possível definir quais usuários ou aplicações podem acessar determinados dados, em quais horários e a partir de quais locais.

Esses controles reduzem o risco de acessos indevidos decorrentes de credenciais comprometidas ou de falhas internas.

Monitoramento contínuo e respostas a incidentes

Os provedores em nuvem mantêm equipes especializadas dedicadas ao monitoramento constante de suas infraestruturas.

Sistemas automatizados analisam padrões de tráfego, tentativas de acesso e comportamentos anômalos em tempo real, o que acaba permitindo respostas rápidas a incidentes de segurança.

Redundância, backup e recuperação de desastres

A perda de dados pode ter impactos severos sobre a continuidade operacional e a reputação de uma empresa, entretanto, a nuvem aborda esse risco por meio de arquiteturas redundantes e políticas avançadas de backup.

Dados armazenados em nuvem são replicados automaticamente em diversos servidores e, frequentemente, em diferentes regiões geográficas. Dessa forma, falhas localizadas não resultam na indisponibilidade das informações.

Enquanto os servidores de backup em nuvem realizam a criação de cópias automáticas em intervalos definidos. Em caso de exclusão acidental, corrupção de dados ou ataque malicioso, a recuperação pode ser realizada de forma rápida e controlada.

Além disso, planos de recuperação de desastres em nuvem possibilitam a restauração de sistemas inteiros em ambientes alternativos, o que reduz o tempo de interrupções das operações.

Conformidade regulatória e governança da informação

A crescente preocupação com a privacidade e a proteção de dados pessoais, nesse sentido, levou à criação de legislações específicas, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil e regulamentos internacionais semelhantes.

Quando se trata do armazenamento de dados em nuvem, portanto, o cumprimento dessas normas exige controles rigorosos sobre o armazenamento, o acesso e o tratamento das informações.

Diante disso, os principais provedores de nuvem oferecem certificações e relatórios de conformidade que auxiliam as empresas a atender aos requisitos legais relacionados à proteção de dados sensíveis.

Além disso, recursos como registro de logs, trilhas de auditoria e políticas de retenção de dados contribuem para uma governança mais transparente e eficiente.

Impactos do armazenamento de dados em nuvem na continuidade dos negócios

A adoção da nuvem no armazenamento e na proteção de dados, que então, influencia diretamente a capacidade das empresas de manter suas operações em funcionamento.

Por isso, a elevada disponibilidade e o acesso remoto seguro permitem que as equipes trabalhem de forma distribuída, sem que isso comprometa a integridade das informações.

Além disso, os ambientes em nuvem também facilitam a integração com ferramentas de análise de dados, inteligência artificial e automação de processos.

Como resultado, esses recursos ampliam o valor extraído dos dados armazenados, uma vez que transformam informações brutas em conhecimento aplicável à tomada de decisão.

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FAQ – Armazenamento de dados em nuvem

O que é armazenamento de dados em nuvem?

É o modelo em que dados são armazenados em servidores remotos e acessados via internet.

Quais limitações o modelo tradicional de servidores apresenta?

Alto custo, pouca escalabilidade, dependência física e maior risco operacional.

Como funciona a escalabilidade na nuvem?

A capacidade de armazenamento se ajusta conforme a demanda, sem interrupções.

A nuvem é segura para armazenar dados empresariais?

Sim, desde que utilize criptografia, controle de acesso e monitoramento contínuo.

Como a criptografia protege os dados em nuvem?

Ela torna as informações ilegíveis para acessos não autorizados.

O que é controle de acesso em ambientes de nuvem?

É a definição de quem pode acessar dados, quando e de onde.

A nuvem ajuda na recuperação de desastres?

Sim, por meio de backup automático, redundância e restauração rápida.

O armazenamento em nuvem atende à LGPD?

Sim, desde que configurado com políticas adequadas de governança e segurança.

Quais impactos a nuvem traz para a continuidade dos negócios?

Maior disponibilidade, acesso remoto seguro e menos risco de paralisações.

A Gett utiliza armazenamento em nuvem?

Sim. A plataforma Gett é 100% em nuvem e protege os dados de forma integrada e segura.

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Jonas Vieira

Jonas é graduado e pós-graduado em Comércio Exterior, atua desde 2007 com foco em importação na indústria e comércio, e desde 2018 produz conteúdo sobre a área. É apresentador do podcast Invoice Cast e Co-Fundador da Invoice Content, agência de marketing que atende unicamente empresas de comércio exterior.

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