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Sustentabilidade no comércio exterior: como adaptar suas operações

As empresas que importam ou exportam mercadorias não lidam apenas com prazos, custos logísticos e exigências aduaneiras, mas também com expectativas relacionadas à sustentabilidade no comércio exterior.

Essas expectativas não surgem apenas de governos, mas também de clientes, investidores, parceiros comerciais e instituições financeiras que passaram a observar com atenção a origem dos produtos, os métodos de produção, o impacto ambiental do transporte e a conformidade com as normas internacionais.

Adaptar as operações de comércio exterior à sustentabilidade não se trata de marketing ou de ações isoladas, mas de mudanças bem estruturadas em relação às operações de importação e exportação das empresas.

Então, fique com a gente até o final deste texto e descubra como sua empresa pode adaptar suas operações de comércio exterior.

As empresas que importam ou exportam mercadorias não lidam apenas com prazos, custos logísticos e exigências aduaneiras, mas também com expectativas relacionadas à sustentabilidade no comércio exterior.
Essas expectativas não surgem apenas de governos, mas também de clientes, investidores, parceiros comerciais e instituições financeiras que passaram a observar com atenção a origem dos produtos, os métodos de produção, o impacto ambiental do transporte e a conformidade com as normas internacionais.
Adaptar as operações de comércio exterior à sustentabilidade não se trata de marketing ou de ações isoladas, mas de mudanças bem estruturadas em relação às operações de importação e exportação das empresas.

Qual é o conceito de sustentabilidade aplicado ao comércio exterior?

No comércio exterior, a sustentabilidade está diretamente relacionada à redução de impactos ambientais, à responsabilidade social e ao cumprimento de normas legais.

Nesse cenário então, diferentemente das atividades internas, as operações internacionais atravessam fronteiras e legislações distintas, o que amplia consideravelmente a complexidade do tema.

Do ponto de vista ambiental, entram em pauta aspectos fundamentais como as emissões de gases no transporte e a gestão de resíduos. Por outro lado, no pilar social, avaliam-se as condições de trabalho e o respeito aos direitos humanos nos países de origem.

Além disso, o campo regulatório exige a conformidade das operações com acordos ambientais internacionais e requisitos de rastreabilidade.

Na prática, a sustentabilidade se materializa em escolhas logísticas e controles internos que as empresas devem incorporar ao dia a dia. Afinal, operar de forma sustentável significa conhecer a fundo a origem do produto e todos os impactos envolvidos na cadeia.

Dessa forma, quanto maior o controle sobre as operações, menor o risco de descumprimento de normas e maior a capacidade de adaptação aos mercados globais.

A influência de acordos internacionais e normas ambientais sobre as operações

Convenções ambientais, tratados multilaterais e compromissos climáticos assumidos por países influenciam as regras de importação e exportação, principalmente para determinados tipos de mercadorias.

A Convenção da Basileia, por exemplo, regula o movimento transfronteiriço de resíduos perigosos e seu descarte, o que afeta diretamente as empresas que lidam com sucata, resíduos industriais, equipamentos usados e materiais recicláveis.

Já a Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção – CITES impõe controles rigorosos sobre o comércio internacional de espécies da fauna e flora ameaçadas de extinção, o que acaba exigindo a apresentação de licenças específicas e a comprovação de origem legal.

Além disso, há também acordos climáticos internacionais que influenciam as políticas internas de vários países, o que resulta em exigências adicionais, como relatórios de emissões, comprovação de práticas ambientais sustentáveis e, em alguns casos, a criação de mecanismos de ajuste de carbono na fronteira.

As empresas que ignoram essas normas acabam correndo o risco de enfrentar barreiras comerciais, sofrer perda de competitividade e até a rejeição por parte de consumidores/clientes quanto aos produtos e/ou serviços oferecidos.

Como adaptar as operações de comércio exterior à sustentabilidade?

De acordo com o estudo “Panorama ESG 2024” divulgado pela Amcham Brasil, 71% das empresas brasileiras adotam práticas sustentáveis, considerando que 45% estão nos estágios iniciais de implementação de práticas ESG.

Se a sua empresa atua no comércio exterior e suas operações ainda não estão adaptadas à sustentabilidade, vamos colocar aqui para você um passo a passo para a adoção de práticas mais sustentáveis.

Diagnóstico das operações e identificação dos impactos ambientais

O primeiro passo para adaptar as operações de comércio exterior à sustentabilidade consiste na realização de um diagnóstico detalhado.

Esse levantamento deve analisar toda a cadeia logística internacional, desde a origem da mercadoria até o seu destino, considerando modais de transporte, rotas utilizadas, frequência de embarques, volumes movimentados e tipos de embalagens.

No transporte internacional, é fundamental mensurar as emissões associadas a cada modal, como marítimo, aéreo, rodoviário e ferroviário.

O transporte aéreo, por exemplo, apresenta maior intensidade de emissões por tonelada transportada, enquanto o marítimo, embora mais eficiente nesse aspecto, ainda gera impactos relevantes dependendo do tipo de embarcação e do combustível utilizado.

As empresas que não possuem visibilidade completa sobre suas operações e não realizam um bom planejamento prévio acabam tomando decisões reativas, optando por soluções mais caras e ambientalmente mais impactantes, como o uso recorrente do transporte aéreo para corrigir falhas de planejamento.

Outro aspecto relevante ao transporte internacional que deve ser considerado no diagnóstico é em relação à consolidação de cargas, considerando que operações de comércio exterior bem planejadas, com melhor aproveitamento da capacidade de contêineres e veículos, reduzem a realização de embarques fracionados desnecessários, contribuem para a diminuição do número de viagens e, consequentemente reduzem as emissões de gases de efeito estufa.

Além do transporte, o diagnóstico deve incluir a análise de fornecedores internacionais, de forma a verificar se eles adotam práticas ambientais e sociais compatíveis com as exigências do mercado de destino. Auditorias, questionários de sustentabilidade e análise de certificações são instrumentos úteis nesse processo.

No âmbito aduaneiro, é importante avaliar os riscos relacionados ao descumprimento de normas ambientais, como a importação de mercadorias sujeitas a controles ou restrições específicas.

Adequação às normas e acordos internacionais

Diversos países já condicionam o acesso a seus mercados ao cumprimento de requisitos ambientais e sociais, exigindo comprovações documentais e rastreabilidade das cadeias produtivas.

Os acordos comerciais incorporam capítulos específicos para o estabelecimento de compromissos que vão além da redução tarifária. As empresas exportadoras precisam estar atentas a essas cláusulas para evitar sanções comerciais ou até mesmo a suspensão de benefícios concedidos por acordos preferenciais.

No caso das importações, a adaptação à sustentabilidade passa pelo cumprimento de normas técnicas, regulamentos ambientais e exigências de órgãos anuentes.

Produtos químicos, máquinas e equipamentos usados, alimentos e bebidas, por exemplo, estão sujeitos a controles rigorosos na importação. A gestão adequada dessas exigências reduz riscos de atrasos no desembaraço aduaneiro, além da aplicação de multas e outras penalidades.

Revisão das embalagens utilizadas no transporte das mercadorias

Outra medida importante consiste na revisão das embalagens utilizadas no transporte internacional, uma vez que embalagens excessivas aumentam peso e volume, elevando os custos logísticos, e o uso excessivo de materiais plásticos e embalagens descartáveis gera resíduos que muitas vezes não possuem destinação adequada no país de destino.

As embalagens utilizadas em operações logísticas internacionais precisam proteger a mercadoria durante longos trajetos, atender normas sanitárias e fitossanitárias e, ao mesmo tempo, reduzir os impactos ambientais.

Capacitação de equipes e mudança cultural da empresa

Adaptar o comércio exterior à sustentabilidade exige investimento em pessoas. Portanto, as equipes de compras, logística e compliance precisam entender todas as implicações técnicas e legais.

Programas de capacitação são fundamentais. Eles devem focar em normas ambientais, acordos internacionais e gestão de riscos. Além disso, é preciso dominar a logística sustentável e os novos sistemas de gestão.

A mudança cultural, por sua vez, ocorre nas decisões do dia a dia. Afinal, a sustentabilidade deve ser uma prática constante, e não apenas um projeto isolado.

Essa mudança requer, entretanto, liderança comprometida, comunicação clara e, principalmente, integração entre áreas.

Uso da tecnologia para facilitar a adaptação das operações à sustentabilidade

A tecnologia exerce papel relevante na adaptação das operações de comércio exterior à sustentabilidade.

Sistemas de gestão especializados permitem integrar informações logísticas, fiscais, aduaneiras e financeiras, oferecendo maior visibilidade sobre os processos.

Com dados centralizados, torna-se possível monitorar indicadores de desempenho, identificar gargalos e avaliar o impacto das decisões logísticas. Além do que, a automação de processos reduz o uso de papel, diminui erros manuais e acelera o fluxo de informações entre áreas internas e parceiros externos.

Além do mais, as soluções tecnológicas facilitam o atendimento a exigências regulatórias, o que garante maior rastreabilidade documental e histórico das operações, aspectos cada vez mais valorizados por clientes internacionais, mercados e autoridades aduaneiras.

Como o software da Gett contribui para operações mais sustentáveis?

A adaptação das operações de comércio exterior à sustentabilidade exige muito mais do que boas intenções, afinal, ela depende de controle, integração de dados e capacidade de resposta rápida às exigências regulatórias.

E é nesse ponto que o software da Gett referência no mercado de importadores e exportadores se torna um aliado direto das empresas, pois ele centraliza todas as informações de cada operação, permitindo a classificação fiscal correta das mercadorias e a aplicação do tratamento administrativo necessário, além de facilitar a emissão e o controle de documentos, a gestão de fornecedores internacionais e dos fluxos logísticos.

A adaptação das operações de comércio exterior à sustentabilidade exige muito mais do que boas intenções, afinal, ela depende de controle, integração de dados e capacidade de resposta rápida às exigências regulatórias.E é nesse ponto que o software da Gett referência no mercado de importadores e exportadores se torna um aliado direto das empresas, pois ele centraliza todas as informações de cada operação, permitindo a classificação fiscal correta das mercadorias e a aplicação do tratamento administrativo necessário, além de facilitar a emissão e o controle de documentos, a gestão de fornecedores internacionais e dos fluxos logísticos.

Essa centralização reduz falhas operacionais, evita duplicidade ou desencontro de informações e aumenta a confiabilidade dos dados utilizados na tomada de decisão.

Do ponto de vista da sustentabilidade no comércio exterior, o nosso sistemas contribui ao:

  • Organizar e padronizar a descrição das mercadorias, além de facilitar a classificação fiscal e a identificação de mercadorias sujeitas a controles ambientais;
  • Integrar as informações de fornecedores, documentos técnicos e certificados, o que fortalece a rastreabilidade da cadeia;
  • Oferecer visibilidade total sobre os processos logísticos, o que permite tomar decisões mais eficientes e menos reativas;
  • Reduzir o uso de controles manuais e planilhas paralelas, o que diminui erros, retrabalhos e decisões sem base de informações concretas;
  • Apoiar auditorias internas e externas com histórico estruturado e facilmente acessível.

Com essa centralização oferecida pelo Gett Pro, a sustentabilidade passa a ser tratada como parte do controle operacional do comércio exterior. Entre em contato e agende uma demonstração do software da Gett!

FAQ

O que define a sustentabilidade no comércio exterior?

Trata-se da redução de impactos ambientais, responsabilidade social na cadeia produtiva e conformidade com normas globais. O conceito une obrigações documentais a escolhas logísticas inteligentes.

Como adaptar operações de exportação e importação ao ESG?

O processo exige um diagnóstico da cadeia logística, mensuração de emissões por modal e auditoria de fornecedores internacionais. Além disso, requer adequação a acordos como a Convenção da Basileia.

Qual o papel da tecnologia na sustentabilidade logística?

Sistemas de gestão centralizam dados, garantem a rastreabilidade documental e reduzem o uso de papel. A automação diminui erros manuais e permite decisões logísticas mais eficientes e menos reativas.

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Jonas Vieira

Jonas Vieira é especialista em Comércio Exterior e Comunicação com trajetória consolidada desde 2007.Sua experiência operacional foi feita na gestão de importações para setores de alta complexidade, como as indústrias naval, química e de tecnologia. O domínio técnico abrange o ciclo completo da importação: do planejamento de viabilidade e classificação fiscal (NCM) à aplicação de regimes aduaneiros especiais e gestão de logística internacional.Em 2018, redirecionou sua expertise para o marketing B2B, percebendo a necessidade de humanizar e simplificar a comunicação técnica no setor.Como fundador e CEO do Grupo Invoice, lidera a principal agência de marketing especializada em Comércio Exterior no Brasil.Sob sua gestão, já palestrou para mais de 1000 pessoas e o Invoice Cast tornou-se o podcast mais assistido da área de Comércio Exterior no país, reconhecido pelo Spotify entre os 5% mais compartilhados globalmente.A carreira de Jonas integra o rigor operacional à inovação digital. Através de centenas de publicações e artigos técnicos, com humor e simplicidade, ele demonstra autoridade em transformar burocracias complexas em conteúdo acessível e com retorno em novos clientes.Sua atuação prova que o conhecimento técnico profundo, aliado à comunicação assertiva, é o caminho para gerar autoridade e novos negócios.

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