Viabilidade de importação: 5 segredos para fazer um estudo com eficiência

Viabilidade de importação: 5 segredos para fazer um estudo com eficiência

O estudo de viabilidade de importação é essencial para que o importador conheça o produto e o mercado no qual ele será inserido e quem serão seus concorrentes diretos.

Esse é um dos passos mais importantes para quem deseja começar a realizar importações, pois um estudo feito corretamente trará apenas benefícios e mostrará com riqueza de detalhes onde estão os pontos fortes e fracos dos produtos, uma vez que conhecê-los é a melhor forma de fazer bons negócios.

Neste texto explicaremos sobre esse processo e como ele pode ser feito para que você possa importar sem preocupações.

O que é o estudo de viabilidade de importação?

É uma ferramenta utilizada para avaliar as condições legais, mercadológicas e gerenciais da operação, fundamental para fechar negócios no exterior, uma vez que seu principal objetivo é auxiliar nesse processo.

A partir desse estudo, é possível analisar os custos envolvidos, os benefícios, a quantidade e qualidade, assim como identificar o público-alvo para o qual serão destinados os produtos importados. Assim, poderá compreender amplamente o mercado que deseja fazer parte.

Para que serve o estudo de viabilidade de importação?

O estudo servirá como base para o importador entender o processo que envolve o embarque, bem como questões mercadológicas que influenciam diretamente, não apenas nos valores envolvidos na operação, mas também auxiliam a determinar se haverá demanda e se o lucro compensará as despesas.

Vale pontuar que as importações são burocráticas, por isso, faz-se necessário um estudo mais aprofundado e detalhado em diversos aspectos. A partir dele pode-se alcançar benefícios como economia de tempo, redução de custos e acesso aos melhores mercados.

Planeta Terra com várias caixas de papelão em volta, representando a viabilidade de importação.

Uma das utilidades do estudo é compreender o passo a passo de uma importação, o como ou o que importar, e saber se atenderá seu propósito e o público a quem será destinado.

Com um estudo de viabilidade bem-feito, as vantagens são diversas e incluem, entre muitas outras:

  • economia de custos;
  • informações detalhadas;
  • visão ampla e transparente da operação de importação, do produto e do mercado.

5 passos para fazer com eficiência o estudo de viabilidade de importação

Para que o estudo seja mais eficiente, existem alguns passos importantes que, se bem esclarecidos e pontuados, trarão os resultados esperados pelo importador.

Essas etapas, quando bem colocadas, evitam imprevistos e gastos não planejados, ou seja, perdas significativas no quesito financeiro ou nos produtos importados.

Estudo de estilo de importação

O primeiro passo é definir o estilo da importação, ou seja, para qual segmento de negócio os produtos importados servirão e qual será sua finalidade. Um exemplo são as indústrias importadoras de medicamentos, de insumos farmacêuticos, etc.

Com as mudanças ao longo do tempo, muitos empresários viram uma oportunidade vantajosa para entrar nesse segmento. Devido à evolução e globalização, o cenário que envolve esse tipo de negócio se tornou muito lucrativo, pois não foram somente as pessoas que acompanharam tais mudanças.

Hoje é comum vermos uma série de doenças que até pouco tempo atrás estavam controladas, mas voltaram a demandar tratamentos e medicamentos específicos.

É interessante destacar que, embora seja um estilo de importação lucrativo, esse é um dos mais burocráticos, demandando um estudo detalhado e minucioso a fim de atender todas as regras para importar esses produtos.

Levantamento de custos

Assim como tudo o que envolve a compra e venda de produtos e serviços, nesse passo que anda atrelado ao estilo de importação, o levantamento de custos é essencial ao estudo de viabilidade para que o importador consiga prever e planejar valores e controlar seu fluxo de caixa.

O importador deve levar em consideração que, além dos custos de compra do produto, precisará pagar os impostos que incidem na operação de importação, definidos pela classificação Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) da mercadoria.

Todos os produtos, invariavelmente, têm sua classificação NCM, sejam eles exportados ou importados. Em síntese, é uma sequência numérica que descreve a mercadoria e suas características, pela qual o importador saberá a porcentagem das alíquotas dos tributos.

Em algumas NCMs estão inclusos tributos como:

  • Imposto de Importação (II);
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
  • Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP);
  • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS);
  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Nessa etapa, o estudo mostra-se essencial, pois quanto mais o importador conhecer o produto, maiores são as chances de sua classificação estar correta.

Análise de potenciais fragilidades do negócio

Aqui o importador precisará estudar quem serão seus concorrentes e as peculiaridades do mercado no qual pretende entrar. Lembre-se que quanto mais concorrentes, menos visibilidade seu produto terá, considerando que a concorrência pode nem sempre ser justa e igualitária.

Deve também compreender a sazonalidade, para saber se naquele mercado seu produto terá picos de maior demanda, e se sim, quando e por quê.

Por exemplo, um importador que não incluiu essa análise em seu estudo de viabilidade de importação, decide que quer entrar em um mercado importando sorvetes. Contudo, a demanda não é tão alta quanto se pensou, ou só ocorre em determinadas épocas.

Esse passo do estudo prevê exatamente esse tipo de situação, e serve para evitar custos e perdas não planejados.

Definir características do produto

Para tomar a decisão sobre qual produto importar, é preciso definir qual será ele e suas características, bem como se ele atenderá ao público-alvo determinado no estudo de viabilidade de importação preliminar.

Antes de importar é importante conhecer sua funcionalidade, suas características físicas e entender sua finalidade, além de procurar no mercado os melhores produtos e mais atualizados disponíveis.

Prospecção de fornecedores

Outro passo fundamental é prospectar os melhores fornecedores do produto que se deseja importar.

Esses fornecedores devem passar por uma análise detalhada e serem escolhidos a dedo, pois não sabemos quando será necessário um suporte adicional. Quando se trata de pessoas, mesmo que seja uma organização, não serão todas que estarão dispostas a prestar esse auxílio adicional.

Nas farmacêuticas importadoras, além de ser uma exigência do órgão regulador do setor, um bom método utilizado é a qualificação de fornecedores. Consiste em estudar e analisar seus serviços e toda a proposta que o envolve, para que só assim o fornecedor seja considerado apto a fazer negócios com a empresa.

Um módulo ERP pode ajudar sua empresa no estudo de viabilidade de importação

Em tempos de pandemia pudemos ver como somos dependentes da tecnologia e o quanto ela demonstrou ser importante, sobretudo para manter a relação entre pessoas e empresas, apesar da ausência do contato pessoal e da distância imposta por essas circunstâncias.

Caixas de papelão em miniatura em cima de teclado de computador, representando a viabilidade de importação.

A importação é uma ótima fonte para trazer inovações e tecnologias, além de potencializar as diferenças competitivas de sua empresa. Dessa forma, para ajudar na fluidez uniforme do processo, um sistema ERP que concentra as informações e ajuda com dados para que todo o estudo de viabilidade de importação seja feito é uma boa opção.

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Jonas Vieira

Jonas é graduado e pós-graduado em Comércio Exterior, atua desde 2007 com foco em importação na indústria e comércio, e desde 2018 produz conteúdo sobre a área. É apresentador do podcast Invoice Cast e Co-Fundador da Invoice Content, agência de marketing que atende unicamente empresas de comércio exterior.

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