Quais os principais produtos importados pelo Brasil? Confira a lista

Quais os principais produtos importados pelo Brasil? Confira a lista

Antes de tudo, você sabe quais são os principais produtos importados pelo Brasil, e mais, sabe quanto o país importa de cada um desses produtos?

A situação do Comércio Exterior brasileiro como um todo em 2021, entre o período de janeiro a agosto, é mais favorável do que em 2020 inteiro, pois naturalmente o primeiro ano de pandemia da Covid-19 foi o mais abalado.

Tanto na exportação como na importação, os números deste ano aumentaram em mais de 30% se comparados a 2020. Já são US$ 188.9 bilhões exportados e US$ 136.8 bilhões importados nos oito primeiros meses.

Ao longo desse texto, vamos nos concentrar nas importações brasileiras e, mais especificamente, nos principais produtos importados pelo Brasil.

Antes de nos aprofundarmos neles, entretanto, é válido informar que o nosso país é o 30º maior importador do mundo, com US$ 158 bilhões importados em 2020, segundo o Trade Map.

Dito isso, vamos ao que interessa? Continue a leitura abaixo.

Quais os principais produtos importados pelo Brasil nos últimos tempos?

Conforme vimos, entre os meses de janeiro e agosto de 2021, o Brasil importou mais de US$ 136 bilhões. Esse valor representa 34,4% a mais que o registrado em 2020.

A partir desse valor, vamos apresentar em ordem decrescente os principais produtos importados pelo Brasil.

Antes de qualquer coisa, é importante dizer que todos os dados contidos aqui foram extraídos do site oficial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Comex Vis) sobre Comex e correspondem ao total dos oito primeiros meses de 2021.

1º – Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos)

Na primeira posição de nosso ranking temos a categoria “óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos”, que corresponde a 5,71% de todas as importações brasileiras.

Foram 14 milhões de toneladas importadas a um valor de US$ 7.8 bilhões, 54,9% maior em comparação a 2020.

Os principais países de origem desse produto são:

  • Estados Unidos (US$ 4.3 bilhões);
  • Índia (US$ 912 milhões);
  • Arábia Saudita (US$ 278 milhões);
  • Espanha (US$ 272 milhões);
  • Rússia (US$ 240 milhões).

Essa categoria abrange tanto o óleo combustível derivado de petróleo (pesado ou residual), como os minerais betuminosos. A saber, dois exemplos comuns são o asfalto e o alcatrão.

2º – Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos)

A categoria “adubos ou fertilizantes químicos”, segundo colocado, corresponde a 5,44% do total de importações brasileiras.

Em 2021 já foram mais de 24 bilhões de toneladas importadas e um valor de US$ 7.4 bilhões, 49,1% a mais que em 2020.

Os principais países de origem desse produto são:

  • Rússia (US$ 1.79 bilhão);
  • China (US$ 912 milhões);
  • Marrocos (US$ 831 milhões);
  • Canadá (US$ 630 milhões);
  • EUA (US$ 435 milhões).

Os adubos são produtos feitos de materiais orgânicos e substâncias encontradas na natureza, enquanto os fertilizantes são produzidos em laboratório a partir de diferentes produtos químicos. Ambos produtos são indicados, principalmente, para solos pouco nutritivos para o plantio.

3º – Partes e acessórios dos veículos automotivos

Em seguida temos “partes e acessórios dos veículos automotivos”, representando 3,66% de todas as importações brasileiras.

Entre janeiro e agosto deste ano foram 578.8 toneladas, a um valor de US$ 5 bilhões, 61% a mais em comparação a 2020.

Os principais países de origem dessa parceria são:

  • China (US$ 604 milhões);
  • Alemanha (US$ 582 milhões);
  • México (US$ 448 milhões);
  • EUA (US$ 390 milhões);
  • Itália (300 milhões).

Fazem parte dessa categoria as peças e acessórios que são utilizados tanto para conserto como para fabricação de automóveis.

4º – Equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios

No quarto lugar do nosso ranking de principais produtos importados pelo Brasil temos a categoria “equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios”.

Eles são responsáveis por 3,61% de todas as importações brasileiras até agosto. Representando um total de mais de 117 mil toneladas e um valor de US$ 4.9 bilhões, 14,9% a mais que o registrado em 2020.

Os principais países de origem desses produtos são:

  • China (US$ 3.2 bilhões);
  • Vietnã (US$ 580 milhões);
  • EUA (US$ 218 milhões);
  • México (US$ 120 milhões);
  • Indonésia (US$ 58.6 milhões).

Aqui se encaixam tanto peças de equipamentos de sistemas de telecomunicações, como acessórios utilizados nesses sistemas, com finalidade de atualização, armazenamento e manipulação, majoritariamente.

5º – Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores

Fechando o nosso top 5, temos as válvulas e tubos termiônicos, dispositivos eletrônicos que contêm elementos metálicos, e os diodos, um semicondutor feito de materiais utilizados em chips.

Essa categoria é responsável por 3,96% das importações brasileiras, com 374.8 mil toneladas e um valor de US$ 4.9 bilhões, um crescimento de 45,5% comparado a 2020.

Dentre os principais países exportadores temos:

  • China (US$ 2.3 bilhões);
  • Vietnã (US$ 358 milhões);
  • Malásia (US$ 235 milhões);
  • Japão (US$ 106 milhões);
  • Tailândia (US$ 44.3 milhões).

Quais são os principais Estados importadores do Brasil?

Agora chegou a hora de conferir os cinco principais estados importadores do nosso país.

Você poderá observar que o ranking estadual não segue integralmente a nacional, mas algumas categorias de produtos se repetem.

Assim como com os produtos, todos os dados apresentados aqui correspondem ao período entre janeiro e agosto de 2021 e foram retirados do site Comex Vis.

1º – São Paulo

O principal estado na balança comercial brasileira é São Paulo, ocupando o primeiro lugar não só nas importações, mas também nas exportações.

Quanto às importações, foram US$ 44.2 bilhões ao longo dos oito primeiros meses de 2021. Representando, desse modo, 26,7% a mais em comparação com 2020 e 32,32% das importações do país.

Em primeiro lugar temos a categoria “compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucleicos e seus sais, e sulfonamidas”, com 6,2%.

Em seguida vemos “partes e acessórios dos veículos automotivos” (5,6%) e “medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (4,5%)”.

Os países dos quais São Paulo mais importa são:

  • China (US$ 9.4 bilhões);
  • EUA (US$ 6.9 bilhões);
  • Alemanha (US$ 3.8 bilhões);
  • Índia (US$ 1.72 bilhão);
  • Argentina (US$ 1.39 bilhão).

2º – Santa Catarina

Santa Catarina, na segunda posição, detém 11,74% do total de importações: até agosto de 2021 foram US$ 16 bilhões importados, 69,8% a mais na comparação com 2020.

Quantos aos produtos, a categoria líder é “cobre” (6,3%), seguida de “fios têxteis” (3,3%), “outras matérias plásticas em formas primárias” (2,9%) e “adubos ou fertilizantes químicos (excetos fertilizantes brutos)” (2,9%).

Desses produtos, os valores e países oriundos são:

  • China (US$ 5.9 bilhões);
  • Chile (US$ 1.34 bilhão);
  • EUA (US$ 979 milhões);
  • Argentina (US$ 840 milhões);
  • Alemanha (US$ 628 milhões).

3º – Rio de Janeiro

Logo após, aparece o Rio de Janeiro que, coincidentemente, ocupa a terceira posição tanto nas importações como nas exportações.

Quanto às importações, o estado é responsável por 9,74% do total brasileiro. Foram registrados US$ 13.3 bilhões até agosto de 2021, 6,7% a mais que o mesmo período em 2020.

Além disso, dentre os produtos, a categoria “motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores)” lidera o ranking, representando 16% do total.

Em seguida temos “plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes” (5%) e “óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos” (3,5%).

Em seguida, quanto aos países de origem, a lista começa com:

  • EUA (US$ 4.1 bilhões);
  • Arábia Saudita (US$ 945 milhões);
  • França (US$ 894 milhões);
  • China (US$ 699 milhões);
  • Alemanha (US$ 635 milhões).

4º – Paraná

Na quarta posição temos o estado do Paraná, responsável por 7,96% das importações brasileiras, com um valor de US$ 10.8 bilhões, 42,5% a mais que o registrado em 2020.

A saber, a principal categoria de produtos que chega ao estado é “adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos)”, com 11%.

Logo após, temos “óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (excetos óleos brutos)” (7,5%) e “partes e acessórios dos veículos automotivos” (7,4%).

Contudo os principais países de origem dos produtos são:

  • China (US$ 2.4 bilhões);
  • Estados Unidos (US$ 1.17 bilhão);
  • Argentina (US$ 701 milhões);
  • Alemanha (US$ 586 milhões);
  • Paraguai (US$ 562 milhões).

5º – Amazonas

Nosso top 5 se encerra com Amazonas, com um valor de US$ 8.6 bilhões em importações no período abordado. Um crescimento de 38,4% em comparação a 2020, uma vez que o estado é responsável por 6,29% de todas as importações brasileiras.

A categoria principal é “outros produtos comestíveis e preparações”, com 20% do valor total. Em seguida há “motocicletas, bicicletas motorizadas ou não e veículos para inválidos”, com 16%, e “ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados)”, com 11%.

Sendo assim os principais países de origem dos produtos são:

  • China (US$ 3.7 bilhões);
  • Estados Unidos (US$ 800 milhões);
  • Vietnã (US$ 602 milhões);
  • África do Sul (US$ 282 milhões);
  • Indonésia (US$ 191 milhões).

Conclusão

Pois então, você imaginava que esses seriam os principais produtos importados pelo Brasil?

E sabia da tamanha importância do estado de São Paulo para a balança comercial brasileira, visto que já registra US$ 325.7 bilhões entre janeiro e agosto de 2021, com um superávit de US$ 52.1 bilhões?

informação de ouro, não é mesmo? Caso tenha ficado com alguma dúvida, deixe nos comentários para que possamos te ajudar!

Jonas Vieira

Jonas é graduado e pós-graduado em Comércio Exterior, atua desde 2007 com foco em importação na indústria e comércio, e desde 2018 produz conteúdo sobre a área. É apresentador do podcast Invoice Cast e Co-Fundador da Invoice Content, agência de marketing que atende unicamente empresas de comércio exterior.

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