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Como escolher o modal de transporte certo: 6 aspectos que você precisa analisar

Os trens, aviões, caminhões e barcos são opções para movimentar cargas ou pessoas, assim também caracterizam-se como opções de modal de transporte.

Dentro de uma dinâmica global cíclica, produtores, revendedores, distribuidores e compradores produzem, vendem, compram e recebem produtos diariamente.

O mercado, de forma geral, é sensível e se autoajusta a isso, pois quem produz e entrega rápido, potencialmente vende mais. Dessa maneira, quem realizar essas tarefas com mais velocidade, qualidade e segurança pode aumentar ainda mais as suas vendas.

Um dos principais viabilizadores desses negócios diários é o modal de transporte. Afinal, por meio dele é possível entregar maior quantidade, priorizar entregas, garantir qualidade e chegar aonde antes não chegaria.

Nesse sentido, este artigo tem como objetivo comentar mais sobre essa importante estratégia e organizar algumas das principais informações sobre cada tipo de transporte para ser o mais acertado possível na definição de qual utilizar. Continue a leitura!

Qual a importância do Modal de Transporte?

O transporte de cargas e de pessoas originou-se organizadamente no âmbito militar: a logística praticada atualmente foi desenvolvida a partir de uma tática de guerra.

O modal de transporte é vital para o sucesso da operação e não deve ser entendido e encarado como uma simples opção de transporte, e sim como uma estratégia de avanço, eventualmente sobre territórios desconhecidos e até perigosos, nos quais quem tem a melhor vantagem, vence.

Com o constante aperfeiçoamento das empresas desde o fim da Segunda Guerra Mundial, de antemão podemos indicar quatro categorias de modal de transporte, a saber:

  • unimodal: utiliza apenas uma opção de transporte;
  • intermodal: utiliza duas ou mais opções de transporte por meio de contratações distintas;
  • multimodal: utiliza duas ou mais opções de transporte, mas por meio de uma única contratação;
  • sincromodal: um conceito recente que busca a eficiência máxima na entrega, permitindo ao operador logístico a liberdade de definição dos modais necessários para entregar o material contínua e dinamicamente durante a operação, comprometido com o valor e premissas de serviço definidas no momento da contratação.

Com isso em mente, é possível entender melhor os detalhes de cada tipo de modal de transporte que veremos em seguida.

Quais são os tipos de Modal de Transporte?

Há vários tipos de modais de transporte e combinações entre eles. A seguir vamos conhecer os principais, além de seus prós e contras:

Rodoviário

Como é possível presumir, trata-se de todos os transportes executados via rodovia por caminhão, carro, moto, bicicleta, etc. É o mais popular no Brasil e o mais utilizado, tanto em centros urbanos como em longas distâncias.

  • Prós: flexível, simples, rápido, permite entrega na porta e normalmente é bem integrado a outros modais;
  • Contras: maior exposição a acidentes e sinistros, tarifas e seguros altos para longas distâncias, restrição de volume carregado e exposição a variação de tarifas no longo prazo.
Caminhão com cores roxa e branca em rodovia simbolizando o modal de transporte.

Aéreo

É todo o transporte realizado pelos ares. Popular para transporte de pessoas e entregas de pequeno porte, rápidas ou urgentes.

  • Prós: ágil e seguro, permite fracionamento e lotação da carga, é rastreável e confiável.
  • Contras: alto custo, restrição a cargas especiais, limitação de dimensões e volume, necessita de complemento de outro modal para entrada e saída.
Avião em miniatura com branca, detalhes em azul sobre uma mão com a palma aberta, em fundo roxo, simbolizando o modal de transporte.

Aquaviário

Contempla os transportes realizados sobre as águas. Muito usado para transportar cargas em longas distâncias.

  • Prós: baixo custo para longas distâncias, seguro, flexível a grandes volumes e cargas especiais e normalmente pontual.
  • Contras: lento, burocracia complexa, demurrage e detention altos, rotas fixas e dependente de outro modal.
Containers roxos a céu aberto simbolizando o modal de transporte.

Ferroviário

É o transporte sobre trilhos. No Brasil é principalmente utilizado para transporte de pessoas.

  • Prós: ideal para longas distâncias, baixo custo, confiável, pontual e rastreável.
  • Contras: lento, baixa disponibilidade de horários, pouquíssima integração e dependente de outro modal.

Dutoviário

Adicionalmente, existe o modal dutoviário que contempla o transporte via dutos.

Vários produtos podem ser transportados por esse modal, entre os principais estão os combustíveis líquidos.

Além disso, o transporte de energia elétrica, água e esgoto também podem ser classificados nesse modal. O principal pró é o suprimento ininterrupto e o maior contra é o alto custo versus a estrutura.

O que analisar no Modal de Transporte?

Intrinsecamente, quanto maior for o domínio sobre o que será transportado e as particularidades do negócio, melhor será a definição da solução. Por isso elencamos 6 aspectos que, em geral, são primordiais para a construção desse entendimento. São eles:

1. Tipo de mercadoria para cada modal de transporte

É fundamental conhecer bem o que se está escoando para definir o modal de transporte: se necessita de ventilação, refrigeração, espaços especiais, se não suporta sobreposição, se é perigoso (explosivo, inflamável, corrosivo), etc. Isso é condicionante para o sucesso da operação, sobretudo para os custos.

Ademais, entregar um material utilizando o modal inadequado pode inviabilizar financeiramente a operação.

2. Volume e medida da carga

Primeiramente, ter as informações corretas sobre as dimensões, volume e peso do que será expedido é básico, se quiser entregar o material no menor tempo possível com qualidade, segurança e custo adequado.

Inúmeras são as possibilidades de expedição, como falamos nos tipos de modais: com as informações claras sobre as dimensões, a definição ou busca pelo modal de transporte certo será muito otimizada e acertada.

3. Padrão de segurança exigido pelo modal de transporte

Segurança é prioridade, já que executar uma operação sem segurança é assumir o risco de fazê-la apenas uma vez ou mesmo nem chegar a terminá-la.

Portanto, no momento de definição do modal é importantíssimo ter a certeza e a garantia de que está apto a transportar o produto e preparado para tomar iniciativas imediatas caso algum acidente aconteça.

4. Urgência da entrega

Urgente é sempre mais caro. E como se isso não bastasse, urgente também pode ser mais perigoso.

O ideal é gastar tempo no planejamento da operação, prever cenários com o foco em evitar urgências. No entanto, todos estamos expostos a isso e caso um transporte urgente seja necessário, a sugestão é redobrar a atenção aos pontos críticos citados aqui e nas particularidades de seu negócio.

Um modal de transporte dedicado para urgências e ter uma matriz de riscos da operação sempre ajuda muito nesses momentos.

5. Orçamento disponível

Entregar a qualquer custo é perigoso, e ao acreditar nisso invariavelmente se assume o risco de entregar somente uma vez.

Em última instância, todos os negócios são idealizados para gerar lucro, pode ser no curto ou médio-longo prazo, mas ter lucro é essencial. Tão importante quanto é necessário saber, o mais detalhadamente possível, quais são os custos para garantir o lucro. Aqui é a parte da logística em que a economia chega para “tomar um café”.

É preciso entender e dominar, sem dúvidas, quanto custa a operação. Mark-up, margem e preço final devem estar 100% claros e bem definidos. Estar desinformado sobre isso ou estar parcialmente informado significa expor a operação ao risco de fracassar assim como também inviabilizar o próprio negócio no longo prazo.

Dessa forma, ter certeza de quanto custa a operação e o orçamento disponível é fundamental para o sucesso, independentemente do modal de transporte.

6. Confiança do fornecedor

Para cultivar relacionamentos integrativos, ter bons fornecedores, que sejam de fato parceiros, é primordial para ter bons negócios e longevidade.

Entretanto, encontrá-los pode ser complexo e desgastante. A sugestão é conhecê-los, simples assim.

Se o negócio já conta com fornecedores, pelo menos alguns, mesmo trabalhando com eles por algum tempo, é possível não os conhecer verdadeiramente.

Conhecer um fornecedor é conhecer uma empresa, por isso é preciso entender, entre vários outros pontos:

  • porque fazem o que fazem;
  • quais são seus opressores;
  • quais as suas limitações;
  • para onde o negócio está direcionado no longo prazo;
  • qual o apetite por novos negócios;
  • como é a exposição a riscos;
  • quão flexível é;
  • o que o satisfaz no curto, médio e longo prazo;
  • se é um grupo familiar ou se é regido por uma holding;
  • se tem conselheiros.

Pode parecer preciosismo, insegurança ou exagero, mas, na última linha – aquela do lucro —, não é.

Todas as companhias — salvo as sem fins lucrativos — estão abertas para ter lucro, não esqueça que o fornecedor é uma delas.

Deixar as coisas claras, baseadas em fatos e dados, é a opção mais proveitosa para ambos quando se trata de parceria. Relações transparentes, simples, leves, assim como flexíveis, são fundamentais para ter bons fornecedores.

Gastar um tempo com isso se traduz em alicerce e força, não apenas para uma operação, como também para o negócio. Parceria é longevidade. Como diz o provérbio africano: “se quer ir rápido vá sozinho, se quer ir longe vá acompanhado”.

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Jonas Vieira

Jonas é graduado e pós-graduado em Comércio Exterior, atua desde 2007 com foco em importação na indústria e comércio, e desde 2018 produz conteúdo sobre a área. É apresentador do podcast Invoice Cast e Co-Fundador da Invoice Content, agência de marketing que atende unicamente empresas de comércio exterior.

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