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BRICS: Para que serve aos países membros? 

A organização promovida entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, fundada em 2006, está em evidência novamente. O BRICS, como ficaram conhecidos, se uniram para promover a cooperação econômica, política e social, buscando fortalecer sua posição no cenário internacional. 

países membros

Neste artigo, exploraremos a história do BRICS, desde sua concepção até sua evolução ao longo dos anos. Analisaremos o que os países membros têm em comum, tanto em termos econômicos quanto sociais. 

Além disso, discutiremos a importância dessa aliança para os países participantes e como ela tem mudado o cenário global. 

Por fim, lançaremos um olhar para o futuro do BRICS, considerando seus desafios e possíveis perspectivas para a cooperação entre essas nações. 

O que é o BRICS? 

O BRICS nasceu como uma colaboração estratégica para reunir as principais economias emergentes, unindo esforços para promover o desenvolvimento sustentável, fortalecer suas vozes nas questões globais e enfrentar desafios comuns. Por compartilharem algumas características fundamentais, esses cinco países têm em comum a busca por maior influência e protagonismo no cenário internacional. 

Ao longo de sua história, que teve início oficialmente em 2006, o BRICS tem desempenhado um papel crucial na dinâmica global.  

A cooperação econômica é um dos principais pilares do BRICS. Com economias em crescimento acelerado e populações expressivas, esses países encontram sinergias para impulsionar o comércio, os investimentos e o desenvolvimento em diversos setores.  

O que os 5 países têm em comum? 

Os países do BRICS têm algumas características e interesses em comum, o que os levou a formar essa organização. 

Além de serem economias emergentes com grande potencial de desenvolvimento, cada país possui uma parcela significativa de população, ou seja, uma relevância demográfica significativa.  

Além de serem mercados gigantes, os países possuem recursos naturais abundantes e diversificados. Por exemplo, o Brasil é bastante conhecido pelo agronegócio, a Rússia é rica em recursos minerais, a Índia possui extensas áreas agrícolas e uma indústria de tecnologia em crescimento. 

A China demonstrou nos últimos anos ter uma força de trabalho altamente produtiva e é líder em manufatura, enquanto a África do Sul é rica em minerais e recursos naturais. 

Por serem países tão grandes, também possuem diversos desafios sociais e econômicos semelhantes, como pobreza, desigualdade social, acesso à saúde, educação e infraestrutura.  

Unindo todas essas características e entendendo que juntos representam uma grande parcela do mundo, os países do BRICS uniram-se como uma resposta à percepção de que as instituições financeiras e políticas globais eram dominadas pelas economias desenvolvidas, com pouca voz para os países em desenvolvimento. 

História do BRICS 

Originalmente criado apenas como BRIC, sem a África do Sul (que só integrou a organização em 2011), os BRICS tiveram seu nome cunhado pelo economista Jim O’Neill, do banco de investimentos Goldman Sachs. 

Em 2006, os líderes dos quatro países iniciais realizaram uma reunião informal à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Nessa ocasião, eles decidiram formalizar o BRIC como um grupo de cooperação. 

Em 2011, a África do Sul foi convidada a se juntar ao grupo, transformando o BRIC em BRICS. A adição da África do Sul expandiu o alcance geográfico e econômico do grupo, abrangendo todas as principais regiões do mundo em desenvolvimento: América do Sul (Brasil), Europa Oriental (Rússia), Sul da Ásia (Índia), Leste Asiático (China) e África (África do Sul). 

Desde sua criação, o BRICS tem realizado cúpulas anuais em diferentes países-membros, reunindo os líderes para discutir questões de interesse mútuo, promover a cooperação econômica e política, e fortalecer suas relações bilaterais. 

O grupo também realiza reuniões ministeriais em diversas áreas, como comércio, finanças, ciência e tecnologia, saúde e educação, para aprofundar a cooperação em setores específicos. 

BRICS é um bloco econômico? 

Muitos podem acreditar que sim, mas a resposta é não. 

O BRICS não é um bloco econômico pois, diferente do Mercosul, eles não possuem um tratado assinado e sim, apenas um acordo de ajuda mútua, uma cooperação econômica. 

“Leia também: Quais são os principais blocos econômicos?”  

Para que serve o BRICS aos países membros? 

O BRICS serve aos países membros de várias maneiras, fornecendo benefícios econômicos e políticos.  

Alguns dos principais são: 

Cooperação Econômica 

O BRICS facilita a cooperação econômica entre os países membros, promovendo o comércio, o investimento e o desenvolvimento conjunto.  

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Fortalecimento da Representatividade Global 

Juntos, os países do BRICS representam uma parte significativa da população mundial. Ao unirem suas vozes, eles buscam maior representatividade em instituições financeiras e políticas internacionais, buscando influenciar decisões globais que afetam seus interesses. 

Diálogo Político 

O BRICS fornece um fórum para que os líderes dos países membros possam se reunir regularmente e discutir questões de interesse mútuo. Isso promove um diálogo político mais próximo e a troca de ideias sobre temas globais e regionais, como segurança, governança global, desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas. 

“Leia também: Acordos comerciais entre Brasil e China” 

Diversificação de Parcerias 

O BRICS permite que os países membros diversifiquem suas parcerias internacionais, reduzindo a dependência de algumas economias desenvolvidas. Isso é especialmente relevante em momentos de incerteza econômica e tensões comerciais em outras partes do mundo. 

Resolução de Desafios Comuns 

Os países do BRICS enfrentam desafios sociais e econômicos semelhantes, como pobreza, desigualdade, segurança alimentar e acesso à saúde. Ao compartilhar experiências e boas práticas, eles podem aprender uns com os outros e buscar soluções conjuntas para esses problemas. 

Futuro do BRICS 

Recentemente os rumores de que o BRICS estaria expandindo, aumentaram. De fato, essa sempre foi uma posição da China. Inclusive, a China foi a responsável por agregar a África do Sul ao grupo. 

Segundo o analista político Oliver Stuenkel, ampliar o BRICS não é bom para o Brasil. Além disso, a Índia também resiste aos apelos de ampliação. 

Em meio a guerra com a Ucrânia, a Rússia precisa também de mais parceiros e expandir o BRICS seria fundamental. 

Quanto maior um grupo, menor é sua agilidade. Segundo Stuenkel, o G20 não tem a mesma agilidade do G7 e com a ingressão de novos países ao BRICS, poderiam acabar paralisando muitas negociações. 

Conclusão 

O BRICS emergiu como um protagonista importante no cenário internacional. Ao longo de sua história, esses países têm aproveitado a força de suas economias em crescimento, vastos recursos naturais e desafios compartilhados para estabelecer uma cooperação sólida e construir uma posição de maior destaque na governança global. 

Através do diálogo político e da cooperação econômica, o BRICS abriu portas para oportunidades mútuas de negócios, comércio e investimentos. A troca de conhecimentos e experiências nos setores estratégicos tem impulsionado o crescimento e o desenvolvimento das economias membros, fortalecendo laços bilaterais e contribuindo para a redução da dependência de algumas economias desenvolvidas. 

Contudo, olhar para o futuro do BRICS é essencial. À medida que o cenário global continua a evoluir, é fundamental que essa aliança se adapte e se mantenha relevante. A guerra iniciada pela Rússia e as recentes tensões geopolíticas entre China e Taiwan, enfraqueceram o lado ocidental do BRICS. 

É difícil prever o que acontecerá, mas muito tem se falado sobre a adesão de mais países ao grupo. É importante entender tudo o que aconteceu desde o início e verificar que novas oportunidades podem ser benéficas e como esses países se unirão novamente. 

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Kauana Pacheco

Kauana é formada em Negócios Internacionais e é especialista em Big Data & Market Intelligence. Kauana é a fundadora da ComexLand, onde atua como especialista em marketing focado para empresas do Comércio Exterior e Logística Internacional.

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